Ogmo manterá distribuição de máscaras cirúrgicas no cais
O Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) de Santos continuará distribuindo as máscaras cirúrgicas aos trabalhadores portuários avulsos (TPAs), para protegê-los da gripe suína. A medida será mantida pois as novas orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em seu ofício nº 25/2009, seguem os princípios da Nota Técnica nº 2/2009, emitida na última semana. No documento, esse modelo de equipamento de proteção é indicado para uso no cais.
Na nota técnica, consta que as máscaras PFF2 (de maior vedação do que as cirúrgicas) devem ser utilizadas apenas pelos profissionais que possam vir a ter contato próximo com viajante que se enquadre na definição de caso suspeito de gripe suína ou em monitoramento para a doença.
Em resposta à reportagem publicada ontem em A Tribuna - onde foi constatado, pelo engenheiro de Segurança do Trabalho da Fundacentro Marcos Paiva Matos, que a máscara cirúrgica não evita o contágio da doença - a Anvisa afirmou que a indicação dessa máscara para a abordagem dos navios internacionais, sem evidência de caso a bordo, é "apenas para os trabalhadores com possibilidade de contato direto com a tripulação, utilizando das premissas do princípio da precaução".
Diante dessa situação, a Anvisa destacou ainda que as medidas preventivas de higiene pessoal são mais importantes para a população em geral e o trabalhador que não realiza atendimento aos viajantes, do que a utilização de um equipamento de proteção individual (EPI).
Entre as ações mencionadas estão a frequente higienização das mãos com água e sabonete e o uso de lenço descartável para higiene nasal.
Além disso, a Anvisa reafirmou que não há recomendação de uso indiscriminado de EPIs a todos os trabalhadores. Ela explica que devem fazer uso, segundo o protocolo do órgão, aqueles que realizam abordagem direta ao viajante (tripulante ou passageiro) compatível com a definição de caso suspeito. Nesse caso, devem ser utilizados respirador particulado, luvas, óculos e capote.
"O uso do EPI é pontual ao momento do atendimento (ou seja, da exposição ao risco) ou da operação que ofereça o risco de contato próximo ao viajante, devendo ser adequadamente descartado ou higienizado quando passível de reutilização", detalhou a Anvisa.
Ao ser informada sobre a declaração da Agência, a diretorasuperintendente do Ogmo de Santos, Sandra Gobetti Correira, disse que dará continuidade à entrega das máscaras cirúrgicas aos avulsos, conforme a determinação.
A primeira remessa, de 3 mil máscaras, foi distribuída aos trabalhadores na última sextafeira, no turno das 19 horas