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Syndarma quer impulso ao modal

O Syndarma (Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima) defende políticas públicas claras para impulsionar tanto a cabotagem quanto a navegação de longo curso brasileira. Em entrevista ao Guia Marítimo, o vice-presidente da associação, Roberto Galli, referendou a manifestação do presidente Hugo Figueiredo feita em recente visita à Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). Segundo Figueiredo, para competir no longo curso, as empresas brasileiras precisam "ganhar musculatura na cabotagem".

"Algumas empresas que operam no mercado interno são de bandeira de conveniência, ou seja, têm uma facilidade financeira muito grande. Elas não pagam imposto de renda, a folha de marítimos não tem encargos. Com isso, o custo da unidade transportada é mais baixo. Aqui, temos de pagar imposto de renda e a incidência de encargos é muito grande", afirmou Galli.

Para ele "ganhar musculatura" significa aumentar a participação dos navios no transporte interno e, com isso, incrementar a competitividade para disputar no longo curso.

Uma das dificuldades enfrentadas pelas empresas de cabotagem, destacou Galli, é referente ao ritual burocrático. As autoridades dão o mesmo tratamento para a carga de cabotagem e de longo curso. "Na nossa visão, há procedimentos dispensáveis porque, no caso da cabotagem, o navio não saiu do País. Por exemplo, as inspeções sanitárias se repetem a cada porto de escala. Poderíamos ter um esquema que tornasse a estadia do navio no porto mais ágil", sugeriu.
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